O mito do vampiro se expandiu por todo o mundo ao longo dos séculos XIX e XX, mas essas lendas são mais comumente associadas ao folclore do Leste Europeu. Mas e no Brasil, houve produção literária envolvendo essa figura?

A Editora O Grifo vem responder a essa pergunta com a campanha de financiamento coletivo de A Mortalha de Alzira & outras histórias brasileiras de vampiros. O romance que dá título ao livro foi publicado por Aluísio Azevedo (sob o pseudônimo de Vítor Leal) em formato folhetim, no jornal Gazeta de Notícias, de 13 de fevereiro a 23 de março de 1891.

A história se passa na França, no período do reino de Luís XV, século XVIII, nos arredores de Paris. Abordando a eterna luta entre o sagrado e o profano, o romance acompanha o padre Angelo buscando desesperadamente reprimir sua paixão pela cortesã Alzira, que, após sua morte, retorna do além-túmulo todas as noites para visitá-lo. Como pano de fundo, o autor, mais conhecido por obras naturalistas como O cortiço e O mulato, usa do fantástico e do conceito da vampira femme fatale para denunciar a hipocrisia e corrupção da Igreja e sua ligação com a aristocracia em processo de decadência.

Com organização e apresentação de Ismael Chaves e posfácio da pesquisadora Marina Sena, a coletânea conta ainda com outras nove histórias na temática vampiresca. A ilustração de capa fica por conta da artista Ímpar (Plante Meus Ossos).

Conheça e apoie a campanha de A Mortalha de Alzira & outras histórias brasileiras de vampiros no Catarse! Mais conteúdos poderão ser acrescentados à obra final caso as metas estendidas sejam alcançadas. O financiamento coletivo se estende até o dia 11 de abril.

A mortalha de alzira (2026)'

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