Uma animação brasileira sobre nascer, crescer e entrar em contato com o mundo, Papaya ganha sua estréia nos cinemas amanhã 24 de setembro de 2026. Cheia de cores, com trilha sonora e visual que remete 100% ao nosso país, o filme vai além de ganhar o coração do público infantil.
Acompanhamos uma semente de mamão que ao separar-se da fruta-mãe, vê a vida cheia de alegria. Seu contato com os animais, a floresta e outras plantas traz encanto para quem assiste. A própria sementinha-bebê também aprende uma coisa sobre si: que ama voar. É o seu olhar inocente que nos mostra as maravilhas de um mundo lúdico.
Sobre uma natureza linda, carregada de maravilhas, a sementinha vê beleza em todas as novas possibilidades que sua nova vida a oferece. Enquanto com o passar da história e sua aproximação da civilização, nós espectadores já começamos a sentir o gosto amargo da mão do homem em sua destruição da natureza para o agronegócio e produção desenfreada.
Com uma construção narrativa simples e direta, a semente passa dos encantamentos para os perigos. E mesmo assim, continua sua jornada por onde a vida à levar. E como o amadurecimento não poupa ninguém, o seu arredor também vai ficando cinza, adverso e cheio de dificuldades. Mas é em meio a simplicidade que o filme também apresenta pontos de discussão mais complexos para quem o vê. O horror é para quem o entende, sendo traduzido em emoções básicas para as gerações vindouras que o conferirem.
Baseado no livro infantil, o filme é mais que uma história educativa sobre os ciclos da vida. Diferenciado em sua estética, esteve circulando por festivais e é uma bela adição ao cinema brasileiro. Papaya é o primeiro longa de Priscilla Kellen e sua sede por liberdade e pertencimento merecem alcançar o reconhecimento.

Nome: Papaya
Direção: Priscilla Kellen
Roteiro: Priscilla Kellen
Elenco: Tulipa Ruiz, Aretha Garcia, Maria Vitória Garcia
País: Brasil
Ano de Lançamento: 2026
