Desde que Mickey Mouse caiu no domínio público, têm sido uma aventura em adaptações cinematográficas no mundo trasheira do horror. Há quem saiba se aproveitar da imagem do rato querido e ousar no escracho com humor e piadas. O que infelizmente não é o caso em Murder Mouse: Parque da Morte.
De início nos é apresentado a “origem” do vilão. Num parque de diversões um homem sexualmente frustrado, é stalker de uma das funcionárias vestida de princesa. Enquanto observa filmando e se masturbando, a moça encontra um outro funcionário vestido de príncipe que tem uma relação. Eles flagram o “homem vestido de rato” e o agridem. Logo após, ele não só mata o casal, como coloca fogo no parque inteiro. Criando uma lenda que perdura por anos no local que fica aparentemente abandonado.
Poderia ser apenas mais um slasher genérico, mas o diretor vai além, trazendo elementos que não se conversam. Anos se passam e um grupo de jovens decide ir ao parque abandonado beber e se divertir, no clássico “menores de idade com cara de 30+”. Enquanto isso existe uma nova e pior droga circulando na cidade. E também uma ordem do prefeito no mesmo dia que fará os militares invadirem o parque com armas e colocar fogo em tudo.
O próprio “homem-Mickey” torna-se basicamente o líder de uma seita. Seus seguidores são os usuários de droga. Ele prega a destruição e sacrifício dos adolescentes em nome dos “deuses roedores”. Tudo isso misturado com efeitos de CGI tão bagunçados e porcamente misturados, que fica difícil prestar atenção em qualquer coisa. A trilha sonora constante e incoerente com o que vemos em tela, também não ajuda.
Os jovens não se ajudam. Tomar decisões burras é o menor dos problemas, quando estereótipos rasos tornam todos esquecíveis. O pior deles é a única mulher lésbica retratada de maneira homofóbica em que precisa ter pose de “macho” e comportamentos como se fossem um homem hétero assediador. Ou seja, é um daqueles filmes tão ruins que ofendem. E ofendem não somente pela narrativa pobre, mas como aborda cada ponto colocado.
Atuações e efeitos de centavos, história ruim. O uso do Mickey e nada, são a mesma coisa. Inclusive nada é motivo para dar atenção à este filme. Só se você quiser conferir por conta própria e poder criticar com propriedade. Caso prefira se poupar, deixo aqui meu conselho amigável. Todo mundo precisa começar de algum lugar, só espero que o próximo não seja com o Pluto ou o Pateta se continuarem pelo mesmo caminho.
Murder Mouse: Parque da Morte é o filme de estreia dirigido, roteirizado e produzido por Kjell Dokkvarr. Chega ao streaming no Brasil com exclusividade pela Adrenalina Pura+ nesta última quinta-feira 29 de outubro de 2025.
Nome: Mickey’s Slayhouse (Murder Mouse: Parque da Morte)
Direção: Kjell Dokkvarr
Roteiro: Kjell Dokkvarr
Elenco: Kaitlyn Jackson, Matthew Perl, Rebi Jordan, Levi Patterson, Michael Robert House
País: Estados Unidos
Ano de Lançamento: 2026
