Desde que Mickey Mouse caiu no domínio público, têm sido uma aventura em adaptações cinematográficas no mundo trasheira do horror. Há quem saiba se aproveitar da imagem do rato querido e ousar no escracho com humor e piadas. O que infelizmente não é o caso em Murder Mouse: Parque da Morte.

De início nos é apresentado a “origem” do vilão. Num parque de diversões um homem sexualmente frustrado, é stalker de uma das funcionárias vestida de princesa. Enquanto observa filmando e se masturbando, a moça encontra um outro funcionário vestido de príncipe que tem uma relação. Eles flagram o “homem vestido de rato” e o agridem. Logo após, ele não só mata o casal, como coloca fogo no parque inteiro. Criando uma lenda que perdura por anos no local que fica aparentemente abandonado.

Stills and Photos from The Mickey's Slayhouse, 2025 at Kinoafisha

Poderia ser apenas mais um slasher genérico, mas o diretor vai além, trazendo elementos que não se conversam. Anos se passam e um grupo de jovens decide ir ao parque abandonado beber e se divertir, no clássico “menores de idade com cara de 30+”. Enquanto isso existe uma nova e pior droga circulando na cidade. E também uma ordem do prefeito no mesmo dia que fará os militares invadirem o parque com armas e colocar fogo em tudo.

O próprio “homem-Mickey” torna-se basicamente o líder de uma seita. Seus seguidores são os usuários de droga. Ele prega a destruição e sacrifício dos adolescentes em nome dos “deuses roedores”. Tudo isso misturado com efeitos de CGI tão bagunçados e porcamente misturados, que fica difícil prestar atenção em qualquer coisa. A trilha sonora constante e incoerente com o que vemos em tela, também não ajuda.Murder Mouse (2026)

Os jovens não se ajudam. Tomar decisões burras é o menor dos problemas, quando estereótipos rasos tornam todos esquecíveis. O pior deles é a única mulher lésbica retratada de maneira homofóbica em que precisa ter pose de “macho” e comportamentos como se fossem um homem hétero assediador. Ou seja, é um daqueles filmes tão ruins que ofendem. E ofendem não somente pela narrativa pobre, mas como aborda cada ponto colocado.

Atuações e efeitos de centavos, história ruim. O uso do Mickey e nada, são a mesma coisa. Inclusive nada é motivo para dar atenção à este filme. Só se você quiser conferir por conta própria e poder criticar com propriedade. Caso prefira se poupar, deixo aqui meu conselho amigável. Todo mundo precisa começar de algum lugar, só espero que o próximo não seja com o Pluto ou o Pateta se continuarem pelo mesmo caminho.

Murder Mouse: Parque da Morte é o filme de estreia dirigido, roteirizado e produzido por Kjell Dokkvarr. Chega ao  streaming no Brasil com exclusividade pela Adrenalina Pura+ nesta última quinta-feira 29 de outubro de 2025.

Mickey's Slayhouse (2025) - External sites - IMDb

Nome: Mickey’s Slayhouse (Murder Mouse: Parque da Morte)
Direção: Kjell Dokkvarr
Roteiro: Kjell Dokkvarr
Elenco: Kaitlyn Jackson, Matthew Perl, Rebi Jordan, Levi Patterson, Michael Robert House
País: Estados Unidos
Ano de Lançamento: 2026

 

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